À Espera dos Bárbaros, de J.M. COETZEE

COETZEE, J.M. À Espera dos Bárbaros. São Paulo: Companhia das Letras: 2006 (208p.)


O autor, Prêmio Nobel de Literatura, escreve sobre o seu país natal, a África do Sul. Eis algumas opiniões sobre a obra:

“Em sua raiz moderna, a obra de Coetzee nos alerta para o sofrimento sul-africano, mas contra o pano de fundo mais vasto das múltiplas falas caladas ou extraídas à força, alargando enormemente seu alcance: os bárbaros já chegaram há muito e, eles sim, falam pelos cotovelos” – Fábio de Souza Andrade (Folha de S. Paulo)

“Ao transformar o protagonista numa espécie de Quixote ao mesmo tempo comovente e ridículo, Coetzee parece compor um réquiem pelo espírito humanista e prenunciar a era das trevas globalizadas. Essa má notícia em forma de ótima literatura nos chega com 26 anos de atraso, mas com a força revigorada que só as obras de arte possuem” – José Geraldo Couto (Carta Capital)

“(…) No início da década de 1980, um Império subjugando uma província nao era somente uma alegoria cabível em romance, mas, sim, algo presente na África do Sul. Nesse aspecto, mais do que visionário, o escritor consegue, com muito êxito, atingir o ápice literário; (…) tornando possível, inclusive, um paralelo como nossos tempos sombrios” – Fábio Silvestre Cardoso (Rascunho)

“Um livro perturbadoramente belo e cruel, que expõe a miséria humana no que ela tem de mais feio e doloroso. Os efeitos da dominação e da tirania étnica não se dão apenas na realidade objetiva, mas ocorrem dentro de nós, naquele ponto obscuro que desperta quando colocamos a cabeça no travesseiro e quano nosso espírito divaga” – Elias Fajardo (O Globo)

“Seu ponto alto é a linguagem ecônomica, cuja secura realça um lirismo ríspido e melancólico. A rédea curta evita escorregãoes na demagogia, e a consciência afiada do protagonista produz trechos de alta voltagem reflexiva. Seria o bastante no contexto da atual ficção. Mas é pouco para quem, 20 anos depois, publicou Desonra” – Michel Laub (EntreLivros)

Fonte: EntreLivros, nº 14, junho de 2006, p. 13.
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