Ler a Divina Comédia

por Eduardo Navarro Stotz*

Borges[1] disse que a Comédia é um livro que todos devem ler. Por quê? Para não nos privarmos da felicidade de ter acesso a uma das mais belas obras da literatura. Eu diria que a leitura é mais feliz, no sentido borgiano, na idade madura, aquela em que o poeta, como se lê nos primeiros versos, se encontrava, dilemático:

Nel mezzo del cammin di nostra vita
mi ritrovai per una selva oscura.
A meio do caminho desta vida
achei-me por uma selva escura.
(Inferno: I, 1-2)

No meio do caminho desta vida, a errar por uma selva escura: é assim, perdido, que Dante Alighieri (1265-1321) se encontrava na idade madura. Ao invés da benesse do tempo de recolher os frutos de uma vida de labuta, tinha de lidar com a degradação, o exílio, o confisco dos bens e a pena de morte imposta pela comuna de Florença, afastado de todos aqueles que amava, da esposa e dos filhos, do círculo de parentes e amigos. Foi então, em 1306, no exílio em Pádua, recolhido na torre do velho castelo do Val di Magra que “tomou da pena e, coordenando os pensamentos que lhe afluíam à mente, começou a redação definitiva da Comédia, compondo os primeiros cantos do Inferno”, escreve Cristiano Martins.[2]

Ler a Divina Comédia é reencontrar-se com Dante, no meio do caminho da vida e descobrir com maior profundidade os sentidos do amor. O amor em sua multiplicidade de objetos, dentre os quais a arte. A leitura é o exercício de amar um texto, de deixar o intelecto envolver-se e emocionar-se com a obra escrita.

Borges afirma que se deve ler A Divina Comédia ingenuamente, para depois relê-la mais de uma vez. Preferencialmente em voz alta, pois a poesia é para ser declamada.

Mesmo assim, a primeira leitura é difícil, não há compartilhamento de sentidos entre seu autor e época e nós, separados pelo tempo, isto é, pelas diferenças na obra de arte. Diferenças marcantes no gênero literário, na estrutura composicional e na cosmovisão subjacentes à obra.

Cartografia do mundo eterno

Comédia é um gênero literário especial, um poema épico no qual o drama vivido por um herói se resolve positivamente.

Dante imaginou e elaborou, no retiro de seu exílio, em Pádua, o texto de uma viagem ao reino do eterno na qual os dilemas de sua existência se confundem com os do povo italiano. A inspiração vinha de fontes diversas: das narrativas de Luciano, na Descida de Menipo ao Inferno e de Virgílio, na Eneida, bem como das narrativas das relações entre os mundos dos vivos e dos mortos que faziam parte de uma tradição conhecida por todo o continente europeu, como a do Purgatório de São Patrício e a lenda Tundale. Esta última descrevia detalhadamente os domínios dos reinos do inferno, Purgatório e Paraíso.

Para Carpeaux, o mundo eterno nascera com a reforma cluniacense, após o ano 1000, quando os senhores feudais foram confrontados pela aliança entre bispos e reinos nacionais da França e Alemanha. À pacificação relativa dos povos destas regiões seguiu-se a preocupação com o trabalho, tarefa a que se lançam outros monges, os cistercienses. A paz pelo amor de Deus impôs o deslocamento da preocupação humana da pobreza, fome e guerra da vida terrestre para a vida espiritual e a conquista do mundo eterno. O dia santo dos mortos consagrou a comunhão entre vivos e mortos e o mundo eterno foi cuidadosamente elaborado com a sua hierarquia de pecados e salvação.[3]

Três séculos após a reforma cluniacense-cisterciense, Dante depara-se com uma Igreja Católica corrompida pela mesma aliança, enquanto a guerra civil devasta Florença e mergulha as cidades italianas em infindáveis conflitos. Como veremos, a história adentra a Divina Comédia por meio da incerteza de sua vida, mergulhada na “selva escura”.

O poeta ainda preserva, nesta travessia poética do mundo eterno, a divisão tripartida dos seus reinos: Inferno, Purgatório e Paraíso. Ele não deixa de se preocupar, contudo, em descrever – na verdade expor a sua visão pessoal – os reinos do mundo eterno em sua pormenorizada cartografia. Usamos aqui o termo cartografia como o tratado ou a exposição das representações dos acessos, passagens, movimentos e evolução dos “pontos” constitutivos – um verdadeiro mapa – de cada um dos reinos e de suas mútuas relações.

Na cartografia dantesca, os reinos são compreendidos melhor em suas transposições. Assim é que o Inferno e o Purgatório são descritos no Canto XXXIV, versos 121-126 que concluem a passagem pelo reino infernal:

Quando, punido, desabou do céu,
a terra que secava ali, outrora,
adentrou, de pavor, do mar o véu,

e foi sair no outro hemisfério fora;
fez lá o poço, e aqui, então, formado,
o monte alçou, que vamos ver agora.

Quando, punido, desabou Lúcifer, derrotado na luta com os arcanjos por querer igualar-se a Deus, sua queda provocou um impacto tal que abriu um vão mar adentro onde se localiza o inferno; a terra que se abriu para formá-lo, diz o tradutor, teria dado origem à ilha com o imenso monte, o Monte do Purgatório, situado em algum lugar do oceano de onde se poderia avistar o Cruzeiro do Sul, isto é, o Atlântico sul. O Inferno, subterrâneo, caracteriza-se por círculos que afundam para o núcleo gelado da Terra. O Purgatório, seu inverso, é um Monte pelo qual as almas ascendem por terraços.

No topo do Monte (Canto XVIII) chega-se à floresta edênica separada por dois rios, o Letes (esquecimento) e o Eunoé (memória), passagem indispensável à remissão dos pecados e erros para a ascensão, além do mundo no qual estão os vivos[4]. O Paraíso se organiza em torno das esferas celestes concêntricas. Oito das nove esferas correspondem à cosmovisão ptolomaica: na primeira se encontra a Lua; na segunda, Mercúrio; na terceira, Vênus; na quarta, o Sol; na quinta, Marte; na sexta, Júpiter; na sétima, Saturno; na oitava, as estrelas fixas; e na acrescida nona esfera, o Primo Móbile, motor de todos os seres e coisas, o centro de todo o mundo, a luz que “vive eternamente de seu próprio ardor”, Deus.

A unidade do mundo em seus três reinos é vislumbrada logo no início da jornada, quando Dante e Virgílio passam a porta na qual se lê a inscrição ameaçadora:

Por mim se vai à cidadela ardente,
Por mim se vai à sempiterna dor.
Por mim se vai á condenada gente.

Só justiça moveu o meu autor;
Sou obra dos poderes celestiais,
Da suma sapiência e primo amor.

Antes de mim não foi coisa jamais
Criada senão eterna, e, eterna, duro.
Deixai toda esperança, ó vós, que entrais.
(Canto III, 1-9)

Esta cosmovisão dantesca perduraria muito tempo além da chamada revolução copernicana. Mas o poeta John Milton que, por ser protestante, recusa o Purgatório, descreve a queda do homem como fruto da invasão do Paraíso pelo mal. O Inferno, apesar contido por nove muralhas, encontra-se num outro plano, como se um planeta fosse:

Este mundo suspenso, do tamanho de uma estrela
De pequena grandeza, próximo da lua.
[5]

Poeta de um século copernicano e sob a influência de Galileu, Milton situará o Paraíso para além do “abismo sombrio”, do “vácuo profundo da noite imaterial”, palavras poéticas para descrever o éter que separa os mundos materiais e simbólicos do Inferno e do Paraíso.

Metáforas: acessos, trânsitos, mediações

Evidentemente toda a cartografia dantesca é simbólica, delimitação de fronteiras e de passagens ou transições entre reinos do mal e do bem.

Numa ordem definida por Deus (Paraíso, I, 103-123), Dante introduz uma continuidade entre o mundo greco-romano e o medieval cristão. Não por acaso será guiado pelos desvãos do Inferno por Virgílio e, do Purgatório, por este último e Estácio, aspirante ao Paraíso. Virgílio será detido às margens do rio Letes, no topo da Montanha do Purgatório, à borda do Paraíso.

Para cantar o Inferno e o Purgatório, Dante socorre-se das Musas. Invoca Apolo para ajudá-lo a cantar o Paraíso. Para compor a estrutura dos reinos em que se divide o mundo eterno lança mão, nalgumas vezes, do recurso poético da imaginação criativa, noutras dos personagens mitológicos. É o caso dos acessos e saídas dos reinos do mundo dos mortos: assim, na ante-sala do Inferno encontra-se o barqueiro Caronte (Canto III); no sopé da montanha do Purgatório, encontra-se Catão (Canto I) e, na borda do Paraíso, Matelda, alma de uma condessa destacada por sua fé religiosa. Os acessos são franqueados pelos anjos que enfrentam demônios, como no Canto IX, quando, chegados às portas da cidade infernal, são impedidos de entrar por Prosérpina e suas servas, as Eríneas, e a Medusa ou Górgona.

Em nenhum momento, porém, Dante cede ao paganismo. É o que adverte nos versos 61-63 deste último canto:

Ó vós que tendes o intelecto são,
Meditai na doutrina que se oculta
Nestes meus versos, sob um véu pagão.

A mediação fundamental para o trânsito do poeta é feita por Beatriz que, do Paraíso, acompanha os movimentos de Dante e Virgílio.

A selva escura

A Divina Comédia inicia-se com Dante, perdido numa “selva escura”, encontrar-se acossado por três feras: uma pantera, um leão e uma loba. Dante percebe, com uma dor profunda, a sua morte civil – política, diríamos hoje – acossado, de acordo com Cristiano Martins, pelos símbolos da luxúria, o governo de Florença, da violência, a Casa de França e da avareza, a Cúria papal. Terá de vivenciar esta morte para lograr a recuperação do sentido da vida, do que move a vida, o amor.

Clama por ajuda e quem lhe socorre é Virgílio, poeta romano imortalizado pelo poema épico “Eneida”.

Ao leitor imediatamente ocorre perguntar por que Dante, para escapar à “selva escura”, precisa descer aos círculos do Inferno.

Nos versos do primeiro canto, Virgílio, o guia que o conduzirá nesta descida, diz:

Convém fazeres nova viagem
disse-me, então, ao ver-me soluçando
e escaparás deste lugar selvagem.
(Inferno: I, 91-93)

Conveniência para escapar da morte caminhando em sua direção! – eis o paradoxo que lhe propõe Virgílio. Fala-se aqui de uma situação-limite. Muito mais adiante, no sopé do Monte do Purgatório, Catão, símbolo da liberdade civil, guarda desta esfera do mundo, pergunta-lhes com o apoio de quem conseguiram romper “as leis do abismo” e, assim, devassar o caminho tenebroso (Purgatório: I, 43-46). Ele ouve de Virgílio a resposta de que por força de uma dama celeste (Beatriz) trazia Dante ainda vivo, “mas pela insânia a teve [morte] tão vizinha/que por bem pouco não seria tal”.

Pela insânia, ou seja, pelas loucuras e erros de sua vida, por pouco não morreu. Dante reflete sobre as próprias responsabilidades no desfecho que o conduziu ao exílio. Não há como fugir de si mesmo. É esta situação que o obriga a percorrer o caminho tenebroso tendo Virgílio, seu mestre, como guia. Então se percebe que Dante terá uma morte simbólica para renascer outra vez, livre da insânia, redimido de suas loucuras e erros, de seus excessos.

No início, porém, Dante apenas imagina que será inicialmente uma viagem terrível. È inclusive Virgílio que lhe diz ser uma viagem

…ao âmago do inferno,
onde a inveja primeira refocila.
(Inferno: I, 110-111)

O Inferno é a esfera do mundo dos mortos que é dominada pela “inveja primeira”, aquela que levou à revolta de Lúcifer e sua posterior queda, isto é, o desejo de igualar-se a Deus, de ser um criador.

Dante ao manifestar o seu temor, numa passagem em que alude à Eneida, poema de Virgílio no qual Enéias teria, ainda vivo, descido ao Inferno, retruca claramente:

Receio que empreender um tal destino,
Na minha pequenez, é uma loucura.

Ao que Virgílio adverte ser a covardia fruto de uma alma alienada da razão e incapaz de elevado empreendimento.

Não por acaso Dante situa na ante-sala do Inferno, às margens do rio Aqueronte, os tíbios e covardes que, aguilhoados por moscas e vespas, correm em eterno desespero. Sequer podem entrar no Inferno.

Contudo, Dante pode enfrentar o temor da morte com a garantia de estarem atuando com ele, nesta jornada a iniciar, forças celestes. À inveja opõe-se o amor, que tudo pode: é por intercessão de Beatriz que estas forças atuam, que ele será conduzido ao mundo infernal e de lá sairá vivo. Mas terá de fazer uma escolha.

O amor

O grande motivo da Divina Comédia é o amor. O poema termina com os versos:

O Amor que move o sol, como as estrelas.

O que é o amor? No Canto XVII do Purgatório, Virgílio define para ele tratar-se da tendência humana para fazer o bem dos outros. O ser humano tende natural, espontaneamente ao bem: é uma afirmação ousada que se afasta radicalmente do preceito cristão, pois para este, o homem nasce em pecado porque se separou de Deus. Aqui vale lembrar a ausência, notada por Borges, da personagem de Cristo na Divina Comédia.

O ser humano é naturalmente bom – diz-lhe a condessa Matelda de Canossa, pessoa profundamente religiosa que o poeta encontra no topo do Monte do Purgatório, ali onde o sopro gerado pelo movimento do céu produzia uma aura, uma brisa sutil (Purgatório: XXVIII, 91-96).

Dada por Deus às criaturas, o amor é da ordem natural, mas seu desenvolvimento depende da vontade humana. O amor é, assim, uma “pulsão” que tende ao seu objeto (o bem real ou imaginado) ora com exagerada força, ora com a falta dela. O amor se corrompe, por excesso ou limitação. Assim, há quem por elevar-se mais, almeja do próximo a desgraça.

Um dos momentos mais sublimes de expressão desse amor excessivo – amore d’ animo – é o encontro de Dante com Francesca e Paola, no Canto V do Inferno, círculo no qual os condenados pela luxúria ficam incessantemente submetidos à ventania. A piedade manifesta pelo sofrimento do casal que gira eternamente junto, sem poder comunicar-se, é uma piedade infinita, projeção de um amor perdido, observa Borges. A emoção é tão forte que ele desmaia:

Enquanto aquela sombra o triste amor
Lembrava, a outra gemia em desconforto;
E quase à morte fui, de tanta dor.

E caí, como cai um corpo morto.[6]

Então se entende o sentido da inscrição no portal do Inferno. Mais do que ameaça, uma advertência. A travessia do Inferno é a parte mais pungente da Divina Comédia porque o poeta se defronta com seus próprios sentimentos, muitas vezes sente compaixão e deixa-se tomar pelo sofrimento dos condenados daquela prisão sempiterna, sem saída.

O amor ainda será apenas sentimento, compaixão, dor. Séculos depois, Milton irá abordar o amor não mais como uma tendência intelectiva, mas uma emoção humana, aquela pela qual Adão, para não separar-se de Eva, aceita a expulsão do Paraíso.

O livre arbítrio

Dante que não cometera pecados mortais, mas capitais, adentra na esfera onde se os purga. O anjo fere-lhe na testa a letra P sete vezes, para indicar os sete pecados capitais: a negligência, a soberba, a inveja, a ira, a avareza, a gula e a luxúria.

Deve-se lembrar a recepção de Dante no Purgatório feita por Catão. Virgílio pede-lhe o acolhimento do poeta. Ao pedir-lhe que o acolha, lembra a unidade de propósitos que une Dante a Catão, a liberdade moral. É Catão quem deve admitir a sua entrada no Purgatório, porque, transição entre o Inferno e o Paraíso, ali estão os seres destinados a libertar-se dos pecados e do sofrimento por sua própria vontade: a liberdade moral é o seu valor supremo.

Dissemos a travessia poética do mundo eterno por Dante Alighieri tem o sentido de representar uma interrogação e busca de resposta aos dilemas individuais e coletivos do homem. Autores como Skinner situam o poeta no medievalismo, sob os pressupostos agostinianos do primado divino da Fortuna sobre a Virtú, o destino natural sobre a vontade humana. Parece-nos uma interpretação limitada, apesar do recurso ao próprio poema (Inferno, Canto VII, 67-94). Limitada porque o destino move as coletividades, força que distribui misérias e felicidades entre os povos, de tal modo que um se ergue enquanto o outro decai. Ao indivíduo, porém, atribui o livre-arbítrio, a vontade de poder escolher e fazer ou deixar de fazer. É o que se pode constatar no discurso de Marco Lombardo, no terraço onde, no Purgatório, padecem os iracundos (Canto XVI, 64-79).

É surpreendente ouvir dele a crítica à ideologia da maioria que foge da responsabilidade humana por seus próprios atos. Os versos falam dos homens a caminhar como cegos, sem ver a si mesmos:

Na verdade
o mundo é cego, e vê-se que vens dele.

Vós, os viventes, com simplicidade,
julgais estar aos céus tudo imputado,
por força de fatal necessidade.

Mas com isto se vira erradicado
O livre-arbítrio, e senso não faria
Haver-se o mal punido e o bem premiado.

O céu vossos atos inicia,
Não direi todos, mas se assim fizesse,
Dada vos foi a luz que aponta a via.

Expressão evidente da vontade, a dúvida é o método para alcançar a verdade. A própria Beatriz, ao observar o rigor da dúvida sem fim que o torturava e o faz acompanhar sua viagem pelo Paraíso (Canto IV, 16-17, 130-132), afirma tratar-se de um dom divino:

O dom maior de deus, sublime e certo,
O que mais lhe reflete a faculdade
E que de seu amor está mais perto,
Foi o de querer a inata liberdade
À criatura outorgada inteligente,
E a ela tão só, com exclusividade.
(Paraíso: Canto V, 19-24).

Exercitar a dúvida permite ao poeta questionar os rumos da Igreja junto a teólogos como São Tomás de Aquino, afirmar os princípios do fransciscanismo, resgatar a contribuição dos antigos culpados de paganismo e discernir a sabedoria e a fé. Dante Alighieri ao antever o fim de sua época, vislumbra o nascimento de outro mundo no qual o ser humano tem o poder, em certas circunstâncias, de agir conforme sua vontade.

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2004;
24 de março de 2008.

__________
* Doutor em Ciências da Saúde, atua no Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ. Blog: http://www.estotz.prosaeverso.net/
[1] Jorge Luis Borges. Sete noites. Rio de Janeiro: Max Limonad, 1987.
[2] Dante Alighieri. A Divina Comédia. Tradução, apresentação e notas de Cristiano Martins para a co-edição da Editora Itatiaia com a Editora da Universidade de São Paulo, 1979, com ilustrações de Gustave Doré. A referência encontra-se na apresentação “A vida atribulada de Dante Alighieri”, na página 69.
[3] Carpeux, Otto Maria. História da Literatura Ocidental. , vol 1. Rio de Janeiro: Allhambra, 1978.
[4] Ou seja, o mundo sublunar, a superfície da Terra.
[5]John Milton. Coleção “Gigantes da Literatura Universal”. Lisboa: Editorial Verbo, 1972.
[6] Veja-se a ilustração de Gustave Doré no início do texto.

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Uma resposta to “Ler a Divina Comédia”

  1. Thaís Says:

    Ótimo artigo!
    Parabéns!

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